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O ponta-direita Júlio Botelho nasceu em São Paulo, no dia 29 de julho de 1929. Em 1948, foi para o Juventus e em 15 de fevereiro de 1951 foi contratado pela Portuguesa por Cr$ 50 mil.
Estreou contra o Flamengo, no Maracanã, no dia 18 de fevereiro de 1951. A Portuguesa perdeu por 5 a 2.
Em 24 de fevereiro de 1951, marcou os seus 2 primeiros gols pela Portuguesa, na vitória de 4 a 2 sobre o América-RJ, no Pacaembu.
Fez 191 partidas pela Portuguesa e marcou 101 gols. Marcou 4 gols na vitória da Portuguesa sobre o Corinthians por 7 a 3, em 25 de novembro de 1951, no Pacaembu. A Portuguesa jogou com o seu maior esquadrão de todos os tempos:
Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.
Conquistou pela Portuguesa o bicampeonato do Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955.
Defendendo a seleção brasileira, realizou um total de 31 partidas, marcando 13 gols. Conquistou o Campeonato Pan-americano em 1952, o vice-campeonato sul-americano em 1953 e disputou a Copa de 54. Fez 17 partidas pela seleção como jogador da Portuguesa, tendo sido convocado até 27 de junho de 1954.
Sua última atuação pela Portuguesa foi no amistoso contra o Santos, em 17 de julho de 1955. A Portuguesa perdeu por 1 a 0 e contava com:
Cabeção, Nena e Floriano; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Ipojucan, Aírton (Zé Amaro), Edmur (Oswaldinho) e Silva.
Logo depois, em 19 de julho de 1955, foi vendido para a Fiorentina, da Itália, por US$ 5.500. Foi campeão italiano na temporada 1955/56 e vice em 1956/57, além de vice-campeão europeu em 1957/1958. Às vespéras da Copa de 58, recusou a convocação do técnico Vicente Feola, por acreditar que deveria ser dada a oportunidade a um jogador que atuasse no Brasil. Foi a grande oportunidade para Mané Garincha na ponta-direita da seleção.
Voltou ao Brasil em 1958, quando passou a defender o Palmeiras. Encerrou a carreira sem jamais ter sido expulso de campo. Dirigiu as categorias inferiores de Portuguesa, Palmeiras e Corinthians. No Canindé, chegou a dirigir a equipe principal. Aposentou-se do futebol em 1980.
Faleceu em São Paulo, no dia 11 de janeiro de 2003, aos 73 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória. O dia em que o Maracanã vaiou Julinho
Mais de 100 mil pessoas se ergueram para vaiá-lo no Maracanã naquele 13 de maio de 1959, dia em que o técnico Vicente Feola, da Seleção Brasileira, ousou escalá-lo no lugar de Mané Garrincha. Então, em vez de se abater, o ponta-direita Julinho Botelho encheu-se de brios, marcou um dos gols da vitória por 2 x 0 e transformou as vaias em aplausos.
Análise técnica do site Pelé.net
- Cabeceio: razoável
- Chute com o pé direito: forte e com direção
- Chute com o pé esquerdo: fraco
- Velocidade: ótima, apesar do físico que mais lembrava o de um zagueiro
- Habilidade: fantástica. É considerado o melhor ponta-direita da história do futebol brasileiro depois de Garrincha
- Posicionamento: muito bom, sempre pela direita do ataque
- Marcação: não marcava, era marcado
Informações pessoais
- Apelido: Julinho
- Nome: Júlio Botelho
- Data de nascimento: 29 de julho de 1929
- Local de nascimento: São Paulo-SP
- Data de falecimento: 11 de janeiro de 2003
- Local de falecimento: São Paulo-SP
- Altura: 1,77 m
- Peso: 71 kg
- Posição: ponta-direita
Carreira
| Período | Equipe |
| 1950 |
Juventus-SP |
| 1951-1955 |
Portuguesa |
| 1955-1958 |
Fiorentina (ITA) |
| 1958-1967 |
Palmeiras |
Títulos
| Ano | Competição | Equipe |
| 1952 |
Torneio Rio-São Paulo |
Portuguesa |
| 1952 |
Campeonato Pan-americano de Futebol |
Seleção Brasileira |
| 1952 |
Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais |
Seleção Paulista |
| 1955 |
Torneio Rio-São Paulo |
Portuguesa |
| 1955/56 |
Campeonato Italiano |
Fiorentina |
| 1959 |
Campeonato Paulista |
Palmeiras |
| 1960 |
Taça Brasil |
Palmeiras |
| 1963 |
Campeonato Paulista |
Palmeiras |
| 1965 |
Torneio Rio-São Paulo |
Palmeiras |
| 1966 |
Campeonato Paulista |
Palmeiras |
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Comentários
No Campeonato Paulista de 1966, em sua última rodada, Palmeiras Campeão por antecipação, foi o jogo onde o São Paulo, muito gentilmente como sempre, entregou as faixas. O Palmeiras quis homenagear Julinho escalando-o para essa partida, seria mais um título a contar em sua brilhante carreira e seria também seu jogo de despedida. Entretanto, como Julinho não estava inscrito no certame, Julinho jogou até 1965 e depois passou a dirigir as equipes inferiores, a Federação Paulista de Futebol não autorizou sua escalação.
Sua despedida dos gramados, então, foi em fevereiro de 1967, no Parque Antártica, jogo Palmeiras x Náutico, Julinho jogou e muito bem meio tempo, Palmeiras vencia por 1 x 0 e esse foi o resultado da partida. Terminado o primeiro tempo, Julinho deu a Volta Olímpica no gramado, despedindo-se do futebol como jogador, um outro grande ídolo se aposentando.
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