Torcedor do mês

Torcedor do mês - maio/2011

Luiz Nascimento, torcedor do mês de maio
  • Nome: Luiz Fernando Nascimento Filho
  • Nascimento: 30/06/1992
  • Local de nascimento: São Paulo - SP
  • Cidade onde mora: São Paulo - SP
  • Quando começou a torcer pela Lusa: "Quando se pergunta isso à maioria dos torcedores, principalmente dos clubes que ganham títulos a todo momento, é comum escutarmos que uma conquista do time quando ainda era jovem o cativou, ou que cresceu vendo tal craque jogar, ou que pegou uma geração fantástica, que a cor da camisa agrada, que o pai obrigou e etc. Com torcedores da Portuguesa a resposta, na maioria das vezes, é um pouco diferente. Falo isso pois muitos dos lusitanos que conheço possuem histórias diferentes e muito mais apaixonantes de como passou a torcer pra Lusa. Claro que há os que pegaram uma boa fase da equipe, crescerem vendo craques jogar e etc.
    Não tenho um momento exato ou marcante em minha vida de quando passei a torcer pra Lusa. Minha família praticamente inteira é portuguesa, quando pequeno não conheci outra realidade que não a Lusa como time para se torcer. Cresci no clube, a verdade é que cresci pensando que por ser de família lusa eu tinha que, naturalmente, torcer para a Portuguesa. Nunca tomei essa decisão, foi algo natural em minha vida, praticamente nasci assim, não lembro de mim sem torcer pra Lusa. Meu pai, por sua vez, jamais me disse para qual time torcer, nunca me obrigou a torcer pra Lusa, como alguns tentam fazer. Eu simplesmente abracei a causa. Mas também não posso negar que o momento da Portuguesa era muito favorável, cresci em meio à geração Zé Roberto.
    Mas se eu tivesse que pontuar um momento talvez marcante em que definitivamente percebi que tinha feito a escolha certa foi em um clássico contra o São Paulo no Canindé. Não me lembro o ano, era muito pequeno, mas ao ver aquelas cores rubro-verdes nas arquibancadas lotadas, a torcida cantando e um time que honrava as raízes de minha família, definitivamente tive a certeza de que minha vida não seria completa sem a Portuguesa."
  • Partida inesquecível: "Tenho duas partidas inesquecíveis, uma em um momento muito bom e outra em um momento muito delicado. A boa foi em 1996, a lembrança mais antiga da minha vida. Foi uma partida que me marcou muito, talvez até por isso eu me lembre, mesmo porque era muito pequeno. Foi o primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro de 1996. Não me lembro muito do jogo, só pelo videotape que já assiti várias vezes, mas eu estava lá nas arquibancadas, era pequeno mas estava lá. Lembro apenas da torcida no Morumbi. Por ser tão pequeno aquele estádio me parecia gigante, monumental, algo que minha mente não conseguia medir. Lembro nitidamente da torcida cantando nas arquibancadas, eu com bexigas rubro-verdes e da festa ao final do jogo. Enfim, é muito marcante pra mim por ser o momento mais longínquo que minha memória alcança.
    Outra partida muito marcante foi em 2006, o milagre da Ilha do Retiro. Jamais me esquecerei daquele dia. Acompanhei o jogo pelo rádio, acho que foi uma das únicas vezes em que chorei copiosamente por meu time do coração. Nenhuma tristeza ligada à Lusa foi tão grande a ponto de me fazer chorar. Já fiquei muito nervoso, triste demais, sem ver nenhuma luz no fim do túnel, mas jamais derramei uma lágrima de tristeza. As únicas lágrimas que já derramei pela Lusa foram de alegria, e jamais esquecerei da narração de Paulo Sodate, da Equipe Líder, daquele terceiro gol da Lusa nos últimos minutos de jogo, do predestinado Alex Alves. Aquilo realmente me marcou demais."
  • Craque favorito: "Sou jovem, portanto, não vivenciei as melhores gerações da Lusa, mas também não sou tão novo para não ter visto grandes jogadores vestindo nossa camisa. Até hoje, quando ouço, vejo ou leio sobre Zé Roberto, tenho a imagem de quando eu era pequeno e ele era o maior destaque da Lusa, um jogador que marcou minha infância, assim como Leandro Amaral e Rodrigo Fabri. Mas se me perguntarem qual meu maior ídolo, não tenho dúvidas ao responder: Capitão. Ainda sou novo, mas tenho ciência de que dificilmente terei a chance de ver outra pessoa honrando tanto a camisa da Portuguesa como ele. Um jogador que realmente amava a camisa que vestia. Um tipo de atleta, e este sim era um atleta, que está em falta no futebol, o cara que se identifica com o clube. Podia não ser craque - mas inegavelmente era um excelente jogador - porém, tinha aquilo que a torcida lusa mais prioriza: raça."
  • Por que criou o blog Sangue Rubro-Verde? "Desde muito novo tinha em mente o que queria para o meu futuro: ser jornalista, de preferência esportivo. Portanto, sempre fui afeito ao ramo. Ainda antes de entrar na faculdade de Jornalismo, que por sinal ainda curso, criei o blog Sangue Rubro-Verde (http://www.sanguerubroverde.blogspot.com/). Em primeiro lugar pela falta de espaço para a Portuguesa na grande mídia e, até tempos atrás, na própria internet. Em segundo lugar porque sentia necessidade de encontrar um lugar onde eu pudesse expor minha opinião quanto à tudo que acontecia no futebol luso, assim como debater com outros torcedores, enfim, um espaço para discussões e troca de opiniões. E por último por um motivo mais pessoal e profissional, algo que serviria para aprimorar aquilo que no futuro será minha profissão, além de ser algo muito prazeroso para mim. Fora isso, também percebia que a torcida lusa ficava sabendo das informações sobre o clube despois de muito tempo que elas aconteciam, se é que ficavam sabendo. Como eu sempre tive um bom acesso às informações do futebol luso, decidi criar um espaço onde eu pudesse publicá-las. O blog me surpreende a cada dia, principalmente no número de acessos e na quantidade de portas que já me abriu."
  • Uma mensagem: "Vocês, aliás, nós...somos verdadeiros heróis simplesmente pelo fato de torcermos para a Portuguesa. Nossa paixão não é alimentada por títulos e conquistas, mas sim pelo simples fato de amarmos incondicionalmente nossa Lusa. Não é qualquer um que consegue torcer para a Portuguesa, não é uma opção, um hobby, mas um estilo de vida, algo que você amará pro resto de seus dias. Podemos não ser muitos em número, mas em valor, em fanatismo, em amor e em determinação valemos por uma centena de torcedores de outros clubes. Se somos lusos é porque temos capacidade para isso, participamos de um seleto grupo que sabe realmente o que é amar um clube, o que é ser torcedor, o que é o futebol de verdade - não é apenas um mar de rosas. Costumo dizer que o futebol é a metáfora perfeita para a vida, quem não acha é porque não ama verdadeiramente seu clube. Somos mais que uma torcida, a Lusa é mais que um clube, somos a representação e a resistência de um povo que cruzou os mares rumo a um destino desconhecido e impiedoso sem nada nas mãos, um povo que suou sangue para constuir sua vida e honrar suas origens, somos a resitência do torcedor apaixonado e do futebol romântico. Só quem é lusitano sabe o que é amar um clube..."

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